domingo, 11 de abril de 2010

Guerra ao Terror // The Hurt Locker

Vitor: Viu essa porcaria?

Mila: Ai, ai. Gostaria que alguém tivesse me avisado antes! Acho que nesse vamos concordar em muiiiiiita coisa.

Vitor: De vez em quando faz bem. Eu acho que já tinha te dito que não prestava antes. Mas eu vejo duas coisas boas por ele ter ganho o Oscar. A primeira, é porque ganhou de Avatar, óbvio. E a segunda, é que apesar dos pesares, é um filme pacifista. Apesar de unilateral.

Mila: Meu filho, dê logo a ficha técnica para que possamos acabar com essa tormenta!

Vitor: Filme independente, que estreou em Sundance, dirigido pela Kathryn Bigelow (primeira mulher a ganhar um Oscar de direçao), roteiro de Mark Boal. No elenco, Jeremy Renner (SWAT), Guy Pearce (Amnésia, Priscilla - A Rainha do Deserto), Evangeline Lilly (Lost), David Morse (À Espera de Um MIlagre). Mais alguma coisa?

Mila: Me disseram que ela é ex-esposa de alguém importante. De quem é mesmo?

Vitor: James Cameron. Era só o que se falava durante as premiações. Ex-cônjuges competindo pelos prêmios de direção. O único que ela perdeu foi o globo de ouro. Levou todos os outros. Para quem vive na lua, ou em Plutão, James Cameron fez Avatar, Titanic, O Exterminador do Futuro, Alien (o 2), True Lies, O Segredo do Abismo, entre outros.

Mila: Vamos às concordâncias verbais e nominais: concordo que o filme é unilateral e ao mesmo tempo pacifista. Não é um péssimo filme, mas chegou em uma época em que já foram feitos milhares de filmes de guerra, nos quais os "coitadinhos" dos americaninhos são mandados pra guerra e sofrem horrores. E também concordo que Avatar não merecia "O" Oscar, mas a minha escolha também não seria Guerra Ao Terror, definitivamente.

Vitor: Indeed.

Mila: Não sei, talvez se esse filme tivesse saído antes da leva de milhares de filmes de guerra, talvez eu gostasse um pouco mais dele. Mas, mesmo assim, ainda não ia amá-lo, pois fico contrariadíssima com essa história de os EUA inventarem guerra em países problemáticos (geralmente por interesses escusos) e depois ficarem querendo dizer que são uns coitadinhos e que seus jovens são mortos na guerra.

Vitor: Eu não iria gostar. Pelo simples motivo de ser enfadonho.

Mila: Detalhe que eles mesmos começam guerras desnecessárias e dão uma de coitados pelo fato de seus jovens morrerem lá, porém eles mesmos não dão uma assistência decente pros "coitados" que voltam totalmente desajustados depois do que passam lá.

Vitor: Mas não há assistência que cure, né?

Mila: Pois, não é!?

Vitor: Sejamos racionais. Muito difícil alguém voltar de uma guerra como quem foi passar o fim de semana em Paripueira.

Mila: E, ao mesmo tempo, morro de pena desses meninos que se alistam novinhos, pois vão voltar de lá totalmente sequelados. E o mundo inteiro sabe disso, mas eles não enxergam porque a lavagem cerebral é muito grande.

Vitor: Eu não tenho pena nenhuma. É igual a gente que anda em brasa: só pisa porque quer.

Mila: Bem, eu ainda sinto sim pena da maioria. Vejo eles como marionetes nas mãos de um governo amplamente conceituado em manipulação mental. Enfim, na minha modesta opinião, quem deveria ter ganho o Oscar era o Bastardos Inglórios. Ou então, Preciosa. Vamos a eles? Jesus, o céu vai cair aqui em Maceió!

Vitor: Bastardos a gente já brigou a respeito. Hoje em dia gosto mais, mas continuo achando a carnificina exagerada. Tá chovendo muito aí?

Mila: Tá chovendo não, tá caindo um toró (em Alagoas, é chuva forte). Por fim, quem tiver escolha que assista outro filme porque esse aqui já está "miado" (em Alagoas, isso significa que é algo que já aconteceu muito/repetitivo). Então vamos comentar Preciosa, pois estou ansiosa! Até rimou.

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